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A data tem como objetivo dar visibilidade para as necessidades dos pacientes mirins e conscientizar sobre a importância de uma assistência adequada.

Resumo

O que você vai descobrir?

  • O que é traqueostomia.
  • Quando ela é indicada.
  • Os cuidados com as crianças.

Desde 2018, em todo dia 18 de fevereiro, o Brasil celebra o Dia Nacional da Criança Traqueostomizada. A data tem como objetivo dar visibilidade para as necessidades dos pacientes pediátricos que necessitam de uma traqueostomia para viver e destacar a importância de uma assistência adequada.

Ela também tem o intuito de conscientizar profissionais de saúde e famílias sobre direitos e cuidados com essas crianças, além de auxiliar na organização de centros de referência e contratação de profissionais especializados.

Neste material, vamos esclarecer as dúvidas a respeito da traqueostomia e os cuidados necessários com as crianças. Acompanhe.

O que é traqueostomia?

A traqueostomia é um procedimento cirúrgico que cria um orifício de abertura da traqueia para promover uma rota alternativa à passagem de ar até os pulmões, restabelecendo a respiração do paciente.

A técnica é aplicada em pessoas que sofrem com a obstrução das vias aéreas superiores (causando problemas para respirar e deglutir) e necessitam de suporte ventilatório prolongado por complicações que as impedem de manter a respiração espontaneamente.

Tratando-se do público infantil, de acordo com um estudo da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (ABOPe) e Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) em alguns centros brasileiros, em 2021, 257 crianças de 0 a 3 anos realizaram o procedimento de traqueostomia. Em 2022, esse número subiu para 318.

As principais causas que levaram ao procedimento foram:

  • Estenose (estreitamento de laringe ou traqueia) por intubação prolongada
  • Disfagia (dificuldade na deglutição)
  • Problemas como cardiopatia, doenças pulmonares e neurológicas
  • Malformações em vias aéreas e anomalias vasculares

Quais são os cuidados que se deve ter com uma criança traqueostomizada?

Pacientes que passam por esse procedimento cirúrgico enfrentam um cenário complexo de recuperação, mas podem ter uma vida normal com os cuidados corretos. Antes da alta hospitalar, os familiares devem ser orientados sobre a aspiração adequada, trocas regulares da cânula, avaliação adequada da via aérea e se há possibilidade de algum dia tirar essa traqueostomia.

Vamos esclarecer. Atenção aos cuidados:

1 – Higiene

Como a higiene é um dos principais cuidados, a pele deve ser limpa com soro fisiológico três vezes ao dia ou sempre que necessário. Além disso, é importante usar curativo protetor para traqueostomia ou gaze entre a pele e a cânula.

2 – Trocar a cânula

A cânula de plástico deve ser trocada em intervalos de 1 a 3 meses, de acordo com a orientação do fabricante. O procedimento deve ser realizado por profissional de saúde capacitado, mas a família também deve estar treinada para trocas. Importante: o mau cheiro ou mudança na cor da secreção pode indicar infecção. Neste caso, procure o serviço médico para avaliação.

3 – Alimentação e comunicação

O(a) fonoaudiólogo(a) e o(a) nutricionista são os profissionais que vão orientar as famílias das crianças com traqueostomia quanto à nutrição, deglutição e comunicação.

4 – Remover a traqueostomia

A traqueostomia poderá ser removida se a doença de base puder ser curada ou houver melhora clínica, após um período de treinamento e diminuição do tamanho da cânula. Quando a doença de base não puder ser atenuada ou corrigida, a traqueostomia deverá ser definitiva.

5 – Banho

Na hora do banho, o mais importante é não deixar entrar água na traqueostomia. Por isso, os pais precisam ficar atentos e nunca deixar a criança sozinha neste momento. Também é necessário colocar a cabeça do paciente para trás na hora de lavar o cabelo.

Importante: os pais precisam ficar muito atentos a qualquer sinal que indique deslocamento ou obstrução da cânula, como:

  • Barulho para respirar
  • Aumento de secreção
  • Tosse inesperada
  • Secreção com sangue
  • Lábios roxos
  • Falta de ar
  • Agitação e palidez
  • Dificuldade para comer e tossir
  • Sudorese

Em caso de dúvidas ou problemas para lidar com o tratamento, os pais precisam buscar um otorrino para ter um direcionamento mais eficaz.

ABORL-CCF conta com otorrinolaringologistas especialistas em diversas áreas, prontos para realizar a cirurgia ou tratar a criança traqueostomizada, preservando a saúde e qualidade de vida de cada paciente.

Quer saber mais? Procure um de nossos otorrinos.

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